O Drunkeynesian fez uma bela síntese - racional e imparcial - sobre os erros da política econômica nos últimos dois anos. Vale a pena conferir:
1. Comunicação e estratégia do Banco Central
2. Não atacar a indexação da economia
3. Mania de microgerenciamento
4. Tentativas de enganar todos, o tempo todo
5. Por que não aumentar o preço do combustível?
6. Não permitir ajustes no mercado de trabalho
7. Falta de ambição com reformas
8. A estratégia do BNDES
9. O "heroísmo" dos bancos públicos
10. Guido Mantega
quarta-feira, janeiro 23, 2013
O Que Está Errado na Atual Política Econômica?
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quarta-feira, dezembro 19, 2012
Terceira Publicação
Nessas últimas semanas, recebi a feliz notícia que meu primeiro artigo acadêmico, feito para a disciplina de modelos hierárquicos, no Mestrado, foi publicado na revista Planejamento e Políticas Públicas, do IPEA. O artigo foi escrito em co-autoria com a Helena Castanheira, que no momento está fazendo doutorado em demografia nos Estados Unidos.
Esse artigo, por ter circulado em várias revistas e sofridoataques contribuições de muitos pareceristas, passou por muitas transformações nesses cinco anos. O referencial teórico foi totalmente reescrito. A bibliografia originalmente levantada, sobre gastos públicos sociais, foi substituída por uma de economia da educação. A apresentação e análise dos resultados dos modelos foram igualmente reestruturadas, ficando no formato padrão das revistas de economia. O que se manteve, de fato, foi o banco de dados, cuja construção seria impossível sem o esforço da Helena.
O que me satisfaz nesse artigo é ver como ele me fez aprender a fazer pesquisa acadêmica. A sua primeira versão é praticamente um TCC de graduação, cheia de explicações desencessárias, citações e verborragias procurando sinalizar ao professor que a bibliografia indicada foi lida. A última versão é totalmente diferente.
A versão on-line do trabalho encontra-se neste link.
Esse artigo, por ter circulado em várias revistas e sofrido
O que me satisfaz nesse artigo é ver como ele me fez aprender a fazer pesquisa acadêmica. A sua primeira versão é praticamente um TCC de graduação, cheia de explicações desencessárias, citações e verborragias procurando sinalizar ao professor que a bibliografia indicada foi lida. A última versão é totalmente diferente.
A versão on-line do trabalho encontra-se neste link.
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BNDES News
Fiquei vários meses sem postar aqui no blog. O motivo é que, em setembro, meu departamento mudou de área aqui no banco. Saímos do Gabinete da Presidência e fomos para a Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico.
Depois de mais de um ano como responsável pelos relatórios de conjuntura macroeconômica do BNDES, agora estou envolvido em um projeto de pesquisa. Esse projeto procura comparar a atuação do BNDES com a de outros bancos de desenvolvimento pelo mundo. Para isso, nesses últimos meses, li cerca de 50 artigos acadêmicos sobre os temas de mercado de crédito, assimetrias de informação (com destaque para a vasta obra de Joseph Stiglitz), a institucionalidade dos bancos de desenvolvimento e avaliação econométrica da atuação de bancos públicos.
Confesso que o início foi bem difícil. Em toda minha carreira profissional, atuei nas áreas de economia brasileira, macroeconomia e economia do bem-estar social. Nunca havia estudado a fundo os mercados bancários e financeiros. E, em uma semana após minhas férias, fui comunicado que pesquisar sobre isso seria minha atribuição para os próximos anos...
Mas, nesses últimos meses, consegui aprender bastante. Já estou resenhando a maior parte da bibliografia levantada, enquanto que o resto da equipe está construindo um painel de dados de bancos de desenvolvimento em nível mundial. Os resultados são promissores.
Depois de mais de um ano como responsável pelos relatórios de conjuntura macroeconômica do BNDES, agora estou envolvido em um projeto de pesquisa. Esse projeto procura comparar a atuação do BNDES com a de outros bancos de desenvolvimento pelo mundo. Para isso, nesses últimos meses, li cerca de 50 artigos acadêmicos sobre os temas de mercado de crédito, assimetrias de informação (com destaque para a vasta obra de Joseph Stiglitz), a institucionalidade dos bancos de desenvolvimento e avaliação econométrica da atuação de bancos públicos.
Confesso que o início foi bem difícil. Em toda minha carreira profissional, atuei nas áreas de economia brasileira, macroeconomia e economia do bem-estar social. Nunca havia estudado a fundo os mercados bancários e financeiros. E, em uma semana após minhas férias, fui comunicado que pesquisar sobre isso seria minha atribuição para os próximos anos...
Mas, nesses últimos meses, consegui aprender bastante. Já estou resenhando a maior parte da bibliografia levantada, enquanto que o resto da equipe está construindo um painel de dados de bancos de desenvolvimento em nível mundial. Os resultados são promissores.
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quinta-feira, setembro 20, 2012
Calor
Ontem foi o dia mais quente no Rio de Janeiro desde que cheguei aqui. A temperatura quase chegou aos 42 graus em pleno inverno.
Seria um pouco menos insuportável e desagradável se minha dermatologista não tivesse marcado um exame de contato na sexta-feira, de modo que estou desde segunda impossibilitado de tomar um banho completo.
Seria um pouco menos insuportável e desagradável se minha dermatologista não tivesse marcado um exame de contato na sexta-feira, de modo que estou desde segunda impossibilitado de tomar um banho completo.
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terça-feira, agosto 28, 2012
Mapa Mundi Virtual do IBGE
Para quem gosta de observar dados socioeconômicos internacionais e comparar o desempenho dos países, recomendo fortemente dar uma olhada no mapa mundi virtual do IBGE.
Para quem não gosta, ou não se interessa por isso, recomendo do mesmo jeito, pois o site é muito divertido.
Para quem não gosta, ou não se interessa por isso, recomendo do mesmo jeito, pois o site é muito divertido.
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quinta-feira, julho 26, 2012
Mudanças no Blog
Hoje, fiz uma coisa no blog que já deveria ter feito há muito tempo. Todos os meus posts sobre o cotidiano do mestrado no Cedeplar-UFMG foram passados para rascunho. Isto é, eles não foram apagados, mas apenas eu terei acesso a eles.
Tomei essa iniciativa quando, depois de muito, muito tempo, resolvi reler o que escrevi em 2006-2007. Ri bastante, mas vi que tudo aquilo já teve o seu tempo. Uma coisa é um estudante de 20 ou 22 anos escrever emotivamente sobre a dificuldade da última prova de econometria, ou sobre como aquele último modelo macroeconômico é complexo, e esses textos serem lido por outros estudantes. Mas quando se é um economista profissional próximo dos 30 anos, e seu blog é procurado por quem quer inofrmações sobre economia, e não sobre vida de estudante, essas histórias podem se tornar inconvenientes.
Aos poucos, vou ir repostando os textos mais técnicos - como resenhas de artigos - daquela época.
Tomei essa iniciativa quando, depois de muito, muito tempo, resolvi reler o que escrevi em 2006-2007. Ri bastante, mas vi que tudo aquilo já teve o seu tempo. Uma coisa é um estudante de 20 ou 22 anos escrever emotivamente sobre a dificuldade da última prova de econometria, ou sobre como aquele último modelo macroeconômico é complexo, e esses textos serem lido por outros estudantes. Mas quando se é um economista profissional próximo dos 30 anos, e seu blog é procurado por quem quer inofrmações sobre economia, e não sobre vida de estudante, essas histórias podem se tornar inconvenientes.
Aos poucos, vou ir repostando os textos mais técnicos - como resenhas de artigos - daquela época.
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quarta-feira, julho 11, 2012
Calvin e a Intelectualidade
Todo acadêmico já deve ter pensado nisso por um dia. Existe um trade-off entre crescimento intelectual e felicidade?
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quinta-feira, julho 05, 2012
Gráfico do Dia
Preços das commodities nos mercados internacionais e taxa de crescimento do PIB brasileiro.
Dica do Leonardo Monastério.
Dica do Leonardo Monastério.
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terça-feira, julho 03, 2012
Guerra na Blogosfera Econômica - O Desfecho
A guerra na blogosfera econômica esfriou poucos dias depois de iniciar. A tréplica do Reinaldo Azevedo ao professor João Manuel Pinho foi bastante pessoal e ofensiva, e o professor não se dispôs a responder. Mais alguns dias depois, e os últimos leitores anônimos do Reinaldo Azevedo pararam de postar mensagens ignorantes nos blogs de economia.
Mas a parte mais divertida de toda a guerra ficou com o blog econômico-humorístico-irônico Selva Brasilis, que caricaturizou o estilo Reinaldo Azevedo de debater aplicado ao futebol. Nocaute total!
Mas a parte mais divertida de toda a guerra ficou com o blog econômico-humorístico-irônico Selva Brasilis, que caricaturizou o estilo Reinaldo Azevedo de debater aplicado ao futebol. Nocaute total!
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quarta-feira, junho 20, 2012
Guerra na Blogosfera Econômica
Nessa semana, estourou a maior guerra na blogosfera brasileira dsde que eu a acompanho. Tudo começou quando o Reinaldo Azevedo, o mais polêmico colunista da VEJA, resolveu descer a lenha em uma pesquisa de um internacionalmente respeitado professor da PUC-RJ que procurava identificar efeitos do programa Bolsa-Família sobre a redução da criminalidade em São Paulo. Em resumo, o estudo conclui que o programa é responsável por 21% da redução dos índices de criminalidade da cidade. O jornalista, no entanto, não aceita que um estudo desse porte use como amostra apenas a cidade de São Paulo - já que no Nordeste está a maior parte dos beneficiados e lá a violência segue trajetória ascendente na última década - e que não tenha levado em consideração as políticas de segurança pública adotadas na capital paulista no período abordado.
Todavia, em sua crítica, Reinaldo Azevedo deixou claro que não leu o artigo científico em seu formato original, detendo-se nas conclusões apresentadas em uma reportagem de O Globo. Contudo, utilizou (ainda que implicitamente, é bom ressaltar) como estratégica de retórica a chamada "falácia do espantalho", que consiste em distorcer os argumentos do adversário no debate de forma a torná-los muito piores do que realmente são. Assim, o professor João Manuel Pinho de Mello não apenas teria se equivocado na escolha da base de dados e do método estatístico, ou que teria tirado conclusões mais ambiciosas do que as evidências empíricas encontradas permitiam, mas também teria o objetivo de favorecer politicamente o PT nas próximas eleições municipais, dando crédito a uma importante questão política da cidade (a segurança pública) a um programa do governo federal, e não às medidas dos governos estadual e municipal. Além disso, o jornalista utilizou uma linguagem ácida, que se considerada divertida quando direcionada a políticos e militantes, é tida como desrespeitosa na comunidade acadêmica. Resumindo, o problema não era que a pesquisa era falha, mas sim que o pesquisador era mal-intencionado. Tudo isso foi agravado pelos comentários (anônimos na maioria) dos leitores do Reinaldo Azevedo: demonstrando total ignorância sobre pesquisas científicas, passaram a atacar como "braços da agenda petista de dominação nacional" não apenas o estudo em questão e o seu autor, mas também a PUC-RJ como instituição e a própria academia brasileira, sem ressalvas a questões de vertentes teóricas e métodos.
O resultado não podia ser outro: um levante geral na blogosfera econômica em apoio ao professor da PUC-RJ. A única ressalva foi o "O Anônimo", do blog A Mão Visível, que se deteve em problemas técnicos da pesquisa em questão. O mais intereressante é que a maior parte dos "econoblogueiros" indignados com o comportamento do jornalista não são os petistas, mas sim os liberais e ortodoxos, que não gostaram de ver o seu instrumento de trabalho - a econometria - ser atacado publicamente por um leigo. Além disso, o professor João Manuel Pinho de Mello publicou uma carta de resposta ao jornalista em que esclarece os detalhes de sua pesquisa. No entanto, no início desse documento o autor destaca a sua carreira acadêmica - títulos, pesquisas anteriores, artigos publicados, etc. - como forma de demonstrar sua superioridade intelectual em relação ao oponente, além de provar que não faz proselitismo ideológico petista. Sabe-se que, dentro de um ambiente acadêmico, tudo isso é fonte de respeito e consideração. Contudo, mesmo ponderando-se que o professor escreveu o documento de cabeça quente, para o público em geral, isso pode demonstrar pedância. Ou seja, tentou-se usar pólvora para apagar a fogueira.
O Drunkeynesian - o melhor blog de economia em português na minha opinião - descreve o dia-a-dia das batalhas aqui.
Mais tarde pretendo voltar a essa discussão.
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